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TRANSFERÊNCIA DE CÉLULAS PANCREÁTICAS DE PORCOS PARA HUMANOS
Transferência de células pancreáticas de porcos para humanos pode ajudar a vida de diabéticos
Telma de Almeida tinha 19 anos quando descobriu que tinha diabetes tipo 1. Descobriu também que se tratava da versão mais agressiva da doença, em que o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas produtoras de insulina. Depois de 26 anos de oito injeções e 25 medições de insulina todos os dias, ela melhorou quando foi submetida a um transplante de ilhotas pancreáticas, células que produzem insulina.
Em 2002, Telma foi a primeira pessoa da América Latina agraciada com esse método de transplante, que dura 20 minutos e funciona por meio de uma injeção na veia que sai do fígado. Antes, o material injetado em Telma havia sido extraído de cadáveres e purificado em laboratório.
O transplante de ilhotas pancreáticas é um dos métodos mais promissores para o combate ao diabetes. A última novidade na área partiu de pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. A equipe de Bernard Hering, diretor científico do Instituto de Diabetes, acredita que utilizar células beta de porcos pode ser a solução para muitas das dificuldades que existem em usar células de cadáveres humanos.
De acordo com Hering, o trabalho com porcos eliminaria o problema de ter de esperar que pes- soas morram para conseguir a doação de células. Os animais ficariam ali à disposição, num celeiro de produção ilimitada de células, prontos para serem abatidos e dar vida nova aos diabéticos tipo 1.
E, justamente por estar à disposição, o material de porcos dá uma margem de tempo muito maior para que médicos possam trabalhar com segurança e, ainda assim, consigam manter a vitalidade da célula no grau máximo. Células beta de humanos mortos têm pouco tempo de sobrevivência, precisam ser manipuladas muito rapidamente e, quando injetadas no paciente, já podem estar com o funcionamento danificado.
A previsão é de que esse método seja utilizado em testes clínicos com humanos dentro de três anos. Mas, segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, Antonio Carlos Lerario, que teve acesso à pesquisa, \"ainda serão precisos muitos anos de estudo, saber se esse tipo de criadouro vai ser mesmo efetivo e se esses porcos estarão realmente livres de doenças\".


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