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Curiosidade

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EMBUTIDOS DE PORCO
Estavam presentes na mesa diária de nossas famílias. Eram produtos totalmente originários do porco produzido pela indústria doméstica e que existiam em todas as casas. Todos criavam seu porco e depois de engordá-lo, abatido obtendo-se a banha, única gordura usada no preparo dos alimentos.
A carne era separada dos ossos, depois moída com máquina manual para se fazer o “salado”, salame. O sangue do porco coagulado era moído com o fígado do animal se fazia o “figadel”. Da carne nobre, se fazia o “ossocolo”, copa. Da pele moída se fazia o ”cudiguim”. Da pele moída com carne da cabeça cozida, se fazia o queijo de porco. O rabo, os pés e pernas, eram salgados e guardados para colocar no feijão.
Depois de retirada a carne, os ossos eram cortados e cozidos num papelão, ou aquele tacho de fazer melado açúcar. Cozinhava durante um dia e depois eram guardados em latas, cobertos por banha para conservar. Normalmente os ossos eram usados para colocar no feijão, na ministra ou aquecido e comido com polenta nas principais refeições.
Essa atividade parecia um dia de festa. Toda a família levantava cedo, a qual começava com o aquecimento de uma grande panela de água e só encerrava no dia seguinte, dependendo do tamanho do animal. Era costume mandar as crianças entregar para os dois vizinhos, geralmente tios, um pedaço de costela, uma perna de salame, cudiguim, etc. E quando esses matavam porcos retribuíam a gentileza.


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