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Curiosidade

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TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS DE SUÍNOS PARA HUMANOS
- Tecidos vivos de porcos transplantados em receptores humanos parecem não infectar os receptores com retrovírus, de acordo com um comitê internacional de pesquisadores em trabalho publicado na revista Science em 20 de Agosto de 1999. \"Estes resultados dão suporte a estudos clínicos como uma abordagem para avaliar a segurança e a eficácia do uso terapêutico de células, tecidos e órgãos provenientes de suínos em seres humanos\", informa o chefe da pesquisa Khazal Paradis da Imutran Ltd., em Cambridge, Inglaterra, e seus colegas.

Os cientistas especulavam que o principal risco de se usar órgãos de suínos para transplantes é que certos vírus do porco poderiam contaminar os seres humanos receptores, causando doenças para as quais poderia não existir nenhum tratamento.

O grupo de pesquisadores estudou 160 pacientes que tinham sido tratados com tecidos de porco para determinar se eles teriam ou não sido infectados com um vírus do animal chamado retrovirus suíno endógeno. Este vírus reside permanentemente no DNA do porco e não prejudica os animais, mas apresenta um risco potencial para os humanos se eles forem infectados.

De acordo com o relatório, a infecção com o retrovirus não foi detectada em qualquer uma das amostras colhidas dos pacientes analisados.

Surpreendentemente, os autores descobriram que 23 dos pacientes continuavam mantendo células porcinas no seu sangue até 8.5 anos depois do transplante ter ocorrido. \"Apesar da presença prolongada de células de porco na circulação... não havia nenhuma evidência de infecção \"produtiva nestes indivíduos, os investigadores escreveram.

Paradis e colegas concluíram que \" a ausência de eventos adversos identificáveis nestes pacientes... é promissora\".

Em uma entrevista com Reuters Health, Paradis disse que \"não é possível dizer quanto tempo ainda terá que ser esperado até o primeiro estudo clínico. No momento estamos estudando a combinação de medicamentos que os pacientes precisarão proteger o órgão transplantado da rejeição\".

\"Se estes estudos foram tão positivos quanto os resultados de nosso estudo seguro, nós iremos considerar realizar pequenos estudos clínicos cuidadosamente monitorados, \"ele disse.

Paradis enfatizou que \"qualquer passo em direção aos estudos clínicos só ocorrerá após discussão aberta com peritos científicos e com total aprovação das autoridades competentes\".

Em um editorial na revista, o Dr. Robin A. Weiss, do University College de Londres disse que\" a falta de evidências para a ocorrência da infecção endógena pelo retrovirus porcino encorajará companhias de biotecnologia, médicos, e cirurgiões para pesquisar mais os tratamentos baseados em tecidos do porco no futuro\".

Porém, Weiss alerta que \"os problemas éticos e técnicos acerca dos xenotransplantes (o transplante de órgãos de uma espécie para outra) não devem ser menosprezados\".



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